Marcos Históricos

Vinhos do Porto

Séc. XXI
Séc. XX
Séc. XIX
Séc. XVIII
Séc. XVII
Séc. XI a XIII
Até Séc. IV d.C.

2003

Da fusão da Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD) com o Instituto do Vinho do Porto, nasce o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. O IVDP passa a incorporar as competências, o pessoal e o património da CIRDD, tornando-se numa organização interprofissional.


2001


A UNESCO atribui ao Alto Douro vinhateiro o distintivo de Património Mundial, como "paisagem cultural evolutiva e viva".

1998

Inscrição dos Sítios pré-históricos de arte rupestre do Vale do Rio Côa na lista de Património Mundial da UNESCO.


1997


Criação do Museu do Douro, pela Lei 125/97, como um museu de território, polivalente e polinuclear, vocacionado para reunir, conservar, identificar e divulgar o vastíssimo património museológico e documental disperso pela região. O edifício sede situa-se na cidade de Peso da Régua, resultado da obra de reabilitação do emblemático edifício da antiga Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, inaugurado a 20 de dezembro de 2008.


1996


Com vista a defender o prestígio do vinho do Porto, prevenindo fraudes e outras práticas ilícitas suscetíveis de afetar o valor da denominação de origem, é suspensa a expedição a granel de vinho do Porto para o exterior da Região Demarcada do Douro e do Entreposto de Gaia. Só é permitida a expedição de Vinho do Porto engarrafado nessas zonas geográficas.
Inscrição do centro histórico do Porto na lista Património Mundial da UNESCO.


1995


Criação da Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro com a missão de assegurar uma intervenção equitativa dos representantes da Produção e do Comércio na tomada de decisões estratégicas e na gestão do setor.
Neste ano, a sede do Instituto dos Vinhos do Porto passa do Porto para Peso da Régua.

 


1986


Um marco importante na definição de regras de produção e comércio de vinhos, sobretudo no que toca à expedição de vinhos do Porto por produtores não sedeados em Vila Nova de Gaia e com capacidade exportadora. É autorizada a comercialização direta a partir do Douro. Nasce a Associação de Viticultores-Engarrafadores de Vinhos do Porto e do Douro.
Neste ano, é aprovado o Regulamento de Denominação de Origem "Vinho do Porto". Reconhecida a Denominação de Origem "Douro".


1982


O movimento para criar a Confraria do Vinho do Porto, que se iniciou em 1945, só em 1964 conseguiu reunir condições, por parte dos comerciantes do vinho do Porto, para levar o projeto avante. Em 1982, a Confraria é finalmente constituída.


1978


Primeiro Vintage de produtor engarrafado no Douro.


1975


Primeiro Vintage engarrafado totalmente em Portugal, por determinação legal.


1974


Após a revolução do 25 de abril, assiste-se ao fim do corporativismo. O Grémio dos Exportadores de Vinho do Porto é extinto e é criada Associação dos Exportadores de Vinho do Porto, atual Associação das Empresas de Vinho do Porto. Todos os vintages passam a ser obrigatoriamente engarrafados em Portugal.


1964


Inicia-se a construção da barragem com eclusa do Carrapatelo (1964-1971), a primeira de cinco do Douro português (Carrapatelo, Régua, Valeira, Pocinho, Crestuma/Lever) transformando a navegabilidade do Douro que viria a permitir a passagem marítima de embarcações turísticas, contribuindo para o desenvolvimento do turismo e do vinho na Região. Os barcos rabelos, que tradicionalmente, e durante Séculos, fizeram o transporte das pipas de vinho para Vila Nova de Gaia, saem de cena. O comboio e, posteriormente, os camiões-tanque, assumirão esta tarefa.


1958


É assinado o Acordo de Lisboa, relativo à proteção das Denominações de Origem e seu registo internacional. Este acordo cria um registo internacional de denominações de origem que, até ao presente, é o único registo existente de acordos multi-laterais.


1945-1949


Moreira da Fonseca estabelece o "método de pontuação", sistema para classificação de todas as vinhas do Alto Douro Vinhateiro, baseando-se em três critérios principais: solo, clima e condições culturais. Desta classificação resulta a atribuição do chamado benefício, quantidade de vinho do Porto que cada produtor é autorizado a produzir.


1941


É estabelecida a utilização obrigatória do selo de garantia nas garrafas de vinho do Porto, que entrará em vigor pouco depois.


1934

É criada a Câmara de Provadores, integrada no Instituto do Vinho do Porto.


1933


Completa-se o modelo corporativo com a criação do Instituto do Vinho do Porto, com funções de fiscalização da qualidade, garantia da origem, promoção de estudos tecnológicos, do seu consumo e do Grémio dos Exportadores de Vinho do Porto, para tutela sobre o comércio.


1932


É constituída a Federação Sindical dos Viticultores da Região do Douro - Casa do Douro, que parte do projeto dos "paladinos do Douro".


1926


É criado o entreposto dos vinhos do Douro em Vila Nova de Gaia que funcionará como extensão da Região Demarcada do Douro. Os vinhos do Porto passam a ser armazenados, em exclusivo, neste local.


1907-1908


O governo de João Franco promove legislação sobre a regulamentação do vinho e cria uma nova demarcação que se manterá global até à atualidade, sofrendo algumas alterações apenas nos anos 20, do Século XX. É assegurada a garantia da marca de origem do vinho do Porto ao estabelecer-se o privilégio da Barra do Douro para sua exportação. Em 1908, surge a Comissão Agrícola e Comercial de Vinhos do Douro, de caráter interprofissional.


1887

A linha ferroviária do Douro chega a Salamanca e atravessa assim todo o país através da Região Demarcada. Começou a ser construída em 1873 e é um marco na comunicação da Região com a cidade do Porto e com Espanha.


1883


Assinatura da convenção de Paris que protege a Propriedade Industrial. Com ela surge o conceito de denominação de origem. Portugal é signatário.


1863


Registos indicam que esta será a data em que inicialmente foi detetada a filoxera no Douro. Esta epidemia irá atingir o Douro abruptamente, causando pobreza e miséria, onde a sua resolução começará apenas década e meia mais tarde.


1852


Surge a Comissão Reguladora da Agricultura e Comércio das Vinhas do Alto Douro, entidade que substitui a Companhia na gestão da Região duriense. As alterações e correções à legislação e à demarcação vão continuar durante a segunda metade do Século XIX.


1820


Inicia-se, com uma revolução, o período liberal em Portugal, que culminará numa guerra civil. Durante a primeira metade deste Século, a organização da Região do Douro e da sua demarcação, sofrerá muitas alterações e formas de regulação e governos. A Companhia extingue-se e é, mais tarde, restabelecida, assim como as políticas restritivas de comércio dos vinhos são abolidas e posteriormente restabelecidas.

 


1810


Portugal estabelece acordos com os seus aliados ingleses.


1792

As obras para a destruição do Cachão da Valeira são concluídas e, a partir desta data, passa a ser possível navegar o rio Douro até à fronteira com Espanha. A Região vinhateira poderia expandir-se para lá desta zona, embora a sua delimitação ainda estivesse confinada a oeste.


1788


Demarcações Marianas, implementadas pela rainha D. Maria I. Alarga-se a área demarcada do Douro.

1765


Primeiro Vintage a aparecer num catálogo de leilões da Christies, em 1768.


1757-1761


Demarcações pombalinas. Primeira demarcação da região vinhateira do Douro.

Durante todo este Século, assiste-se a um movimento de negócio dos vinhos efetuado por mercadores ingleses, holandeses, alemães e outros do norte da Europa. O estabelecimento destes mercadores no Porto ajudou ao desenvolvimento da exportação dos vinhos através do porto da cidade do Porto.

É um período de grande expansão no plantio da vinha e de desenvolvimento das técnicas e condições de transporte dos vinhos para a cidade do Porto através do rio Douro. Vários registos bibliográficos atestam a qualidade dos vinhos de regiões como Lamego, Vale do Barosa, Tarouca, Riba-Douro e a sua importância para a economia do Reino e para as exportações. De destacar a importância dos mosteiros da Ordem de Cister, como Santa Maria de Salzedas e São João de Tarouca.

Vários registos arqueológicos, desde a idade do bronze até ao período da ocupação romana, demonstram a existência de plantio de vinha e produção de vinho na bacia portuguesa do rio Douro, nas zonas ainda hoje utilizadas para a produção de uvas. A estação arqueológica da Fonte do Milho em Canelas, Régua, é um bom exemplo do grau de desenvolvimento da produção vinícola no tempo dos romanos em Portugal.